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Criei este blog para partilhar as preocupações que tenho com o meu filho (a partir dos 6 anos), para receber conselhos, para desabafar, e para ver se sou mesmo a única a ser paranóica, ou se não estou assim tão sozinha! Sou mãe galinha e mãe leoa!
Andamos cansados. Este período são testes todas as semanas, trabalhos de grupo, trabalhos individuais, tpc's...
Eu gosto imenso deste papel de mãe e quase professora, mas como acumulo outras tarefas, sinto-me esgotada!
Preciso que venham as férias da Páscoa, mas mais do que isso, quero que as notas sejam boas, para compensar todo este esforço!
Ainda há quem estranhe o facto de eu ainda estudar com ele, quando ele já devia de ser mais autónomo nessa matéria, mas esse processo, ainda está longe de estar concluído!
Por isso, aguenta mãe!

Pois é certo, que todos têm direito a fazer greve! Na minha, modesta opinião, não digo todos , mas a maioria dos funcionários públicos têm melhores condições que os que trabalham em empresas não estatais, tem a ADSE, horários mais reduzidos, trabalham de segunda a sexta, melhor reforma. Enfim.
Mas, concentrando-nos nas escolas, e estando as mesmas fechadas e os pais a trabalhar, os miúdos ficam entregues a quem? Nem todos andam em Centros de estudo ou em ATL's, nem todos têm os avós disponíveis! Será que ninguém pensa nisso!?
![escola_educacao_alunos-925x578[1].jpg escola_educacao_alunos-925x578[1].jpg](https://fotos.web.sapo.io/i/Bc7042063/20704584_aJQFt.jpeg)
Recordo-me de numa destas ocasiões de greve, onde os pais se queixavam, ouvir uma certa expressão: "a escola não é local de despejo"! Mas esquecem-se que são os alunos os seus empregadores, porque, sem alunos, não existem funcionários públicos...
Como mãe, e estando a trabalhar, e não tendo onde deixar o meu filho nesse dia, estou preocupada e aflita...

Logo no segundo dia de aulas, quando acordou de manhã, queixou-se de dores no pescoço e ombros. Até lhe pus pomada. Quando ele ia colocar a mochila para ir para as aulas, as dores que tinha eram de tal forma, que não a conseguia suportar.
Estes três meses sem pegar na mochila, nunca se queixou de dores, por isso suponho, que as dores tenham surgido, por no dia anterior ter andado algum tempo com a mochila. Também é verdade que ele é magro, um lingrinhas, e que não tem muita força... Também não tem cacifo ainda, mas de qualquer forma, se deixar alguns livros no cacifo, terá de andar sempre a correr para trocar os livros, porque nem sempre, tem aulas no mesmo bloco...
Estou preocupada, devia de haver uma solução para isto, já que este problema, afeta muitos alunos, e pode trazer graves problemas de saúde...

Que seja um ano tranquilo. Que haja tempo para estudar, para aprender, para brincadeiras, para evoluir, para crescer, para novas e boas amizades...
Ando um pouco cansada. Parece que agora, estudo e trabalho. Parece que ando a fazer novamente toda a escolaridade. Habituei o meu filho no 1º ciclo a estudar com ele. Pensei que seria só nos 4 anos desse ciclo, mas ele agora, só estuda se eu estudar com ele. Eu estudo com ele, faço-lhe fichas, perguntas, revisões.
Na primeira ronda de testes a única negativa que ele teve foi matemática, porque é a disciplina que eu não entendo nada, até ele já entende a disciplina melhor que eu.
Apesar do cansaço, porque não tenho tempo para nada, sinto-me bem em o poder ajudar, tenho é receio que assim seja mais difícil para ele ganhar autonomia, e que o esteja a prejudicar.
Aí está ele, o novo ano letivo. Recordo-me de gostar muito deste início, da mochila nova, dos livros a cheirar a novo, do novo material, de rever os amigos, da curiosidade dos horários e turmas, dos novos professores, até. Mas será que os alunos de 2016 já não sentem isto!?
Vejo o meu filho tão desligado. Peço-lhe para ir colocar as etiquetas com o nome nos cadernos e o nome nos livros e ele responde: "não podes fazer tu isso"! Será que é por ser rapaz!? As meninas são mais caprichosas neste inicio!?
Bem, mas o que eu desejo mesmo, é que seja um bom ano letivo, para o meu filho e para todos os alunos. Que se esforcem, que respeitam professores e auxiliares, que se respeitem uns aos outros, que estudem muito, que se divirtam também. A cima de tudo, que sejam felizes!
Há coisas que me deixam triste. O meu filho no 1º ciclo gostava além de ciências, imenso de história, a professora cativava-o com as lutas e batalhas nas conquistas. Quando chegou ao 5º ano no primeiro período teve 4, mas depois começou a desmotivar. A professora, segundo eles grita muito, chama-os de burros... isso desmotivou-o e ele perdeu o interesse pela disciplina. E como sabe que este ano vai continuar com ela, anda todo desanimado.
Numa reunião nós, os encarregados de educação, chegamos a falar do assunto com a diretora de turma, mas esta, tal como era esperar, defendeu a outra, e disse que que nós pais temos de os ajudar e não concordar com eles (os alunos).
Não há nada a fazer, esta professora de história já está na escola há anos, tem a sua fama, já tentaram mudar as coisas, mas não se conseguiu.
Resta-me resignar-me e pronto, mas lamento tanto que seja assim!
Ele teve o ano passado os exames nacionais do 4º ano. Este ano achava que íamos ter um período de descanso, no entanto, tudo mudou. Vai ter as provas de aferição. Ainda não percebi bem o que são estas provas, e que peso têm na classificação final.
Além disso, como é a primeira vez que se realizam, não sei onde ir buscar provas piloto para o treino dele.
Será que alguém sabe dar alguma informação de forma simples sobre isto!?
Agora, as aulas a partir do 2º ciclo, acabam muitas vezes [4 por semana] às 13:30h. Quando eu era aluna, tinha, muitas vezes, aulas das 8:30 às 17:30h ou até às 18h.
Agora que sou mãe preocupa-me imenso este horário! Gostava, que pelo menos até às 17h, as crianças, sim , porque aos 10 anos, ainda são crianças, estivessem na escola.
Se os pais estão a trabalhar, e a escola já acabou, quem toma conta destas crianças!? Ainda não são suficientemente maturos para estarem sozinhos. Para regressarem em segurança da escola para casa, sem ter alguém para os proteger, caso alguma coisa corra mal durante o percurso.
Os avós!? E quem não os tem, ou não os tem por perto!?
Se eu soubesse como, e a quem dirigir, eu fazia uma petição a pedir, mais horas de estudo e de permanência na escola...pelo menos nos 5º e nos 6º anos.
Ainda não percebi muito bem, porque é que agora, na matemática e no primeiro ano, as contas não são postas de pé, como eram no meu tempo. Pois era mais fácil eu explicá-las ao meu filho, com os pauzinhos ao lado. Agora as contas de somar, chamão-se " decompor números" e ficam deitadas.
Este é um exemplo simples, mas por vezes o número a decompor é o 15 e tem de ser decomposto em várias partes, do tipo: 15= 6+3+1+3+2. Não era mais fácil da forma tradicional? Se acham que estou errada, ajudem-me a perceber isto melhor!