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Escolaridade

O rapaz está no 11º ano


Sonhos SEM asas

por paranoias-de-mae, em 07.09.21

O inicio do ano letivo, deixa-me sempre um pouco nostálgica.

Durante os primeiros 19/20 anos da minha vida, desejei e sonhei ser , como se dizia na altura, professora de escola primária.

Mesmo não tendo um percurso escolar fácil, com muitas regras, privações, proibições, (pressões de quem achava que eu devia era ir trabalhar, mesmo sendo menor) e bullying.

Quando era miúda, fui professora a fingir de todos os meus primos mais novos, que moravam perto. Sempre que ia alguém lá a casa com crianças, lá ia eu arranjar papel e lápis e fazer de professora.

Entretanto cheguei a um momento em que percebi que não era possível, que tinha mesmo sido só um sonho. Quando vi os outros a concorrer ás universidades, e eu a não poder fazer o mesmo, sofri. Faltou não só dinheiro, como incentivo, apoio. Na altura ninguém me disse que podia arranjar um trabalho e estudar aos mesmo tempo. Mas conformei-me, aceitei!

Mais tarde, vieram os filhos das amigas, e se estivesse mais perto, teria também ajudado os sobrinhos.

Depois foi o meu filho. Por vezes, perguntavam-me como é que eu tinha paciência para o auxiliar, porque os colegas dele andavam em centro de estudo. Mas eu apenas concretizava o meu sonho, de certa forma.

Ainda hoje quando passo a uma escola primária me comovo. Paro, observo, fico a contemplar.

Sinto falta das reuniões de pais presencialmente na sala de aulas do meu filho. O que para uns pais era uma chatice, uma obrigação, para mim era um gosto. Ficava sempre até ao final!

Agora, que mais um ano letivo está a iniciar,  fico a olhar para a agenda do Professor nas lojas de material escolar,  fico com vontade de comprar uma para mim. Mas depois lembro-me que não sou professora!

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Mas, alguém me disse um dia, que nós somos aquilo que mais fazemos, e o que mais tenho feito, é tentar ensinar. Sendo assim, terei em mim, sempre um pouco de professora!

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Nove!

por paranoias-de-mae, em 22.09.20

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A minha história não se compara à dele

por paranoias-de-mae, em 08.03.20

Eu lutei tanto para que me deixassem estudar. Naquela época não era obrigatório, ou se era, a maioria das pessoas não cumpria. Mas eu queria estudar. Eu queria ser professora de escola primária. Eu não podia apanhar crianças em casa que arranjava logo papel e lápis e fazia de professora.

Eu ensinei as minhas primas mais novas, filhas de amigas, vizinhas. Mas todo o meu percurso foi difícil. Como tinha irmãos mais velhos que não tinham estudado, ditava a tradição que também não tivesse o direito a estudar. Mesmo que na minha época, tendo alguma diferença de idade deles, as condições dos meus pais tivessem melhorado.  Quando reprovei no 9º ano pensei que seria o fim. Porque a conversa era "se fazes isto, sais da escola"; " se fizeres aquilo, tiro-te da escola"; " se arranjares namorado, sais da escola"; " se chumbares, acaba-se a escola". Cumpri sempre tudo, mas reprovei com 3 negativas, e, passava se tivesse 2.  Por isso, implorei que me dessem mais uma oportunidade. Eu já pensava que mesmo que não conseguisse ser professora, ia conseguir um melhor trabalho com estudos. Aquilo que hoje chama bulyng tive até ao primeiro 9º ano, mesmo assim, adorava a escola. Consegui concluir o 12ºano.

Lamento que nessa época ninguém me tenha dito que podia trabalhar e estudar ao mesmo tempo, se tivesse essa informação, teria lutado um pouco mais.

É por tudo isto que tento ao máximo que o meu filho siga nos estudos, que se esforce, mas ele tem tudo tão facilitado, que não se rala com nada, que anda no deixa andar.

Parece que sou só eu a incentivá-lo, porque sei o que passei, e só queria o melhor para ele. E ele um dia disse que gostava de ser professor. Mas ele não percebeu ainda, que tem de trabalhar para isso!

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Queres ser professor de história!?

por paranoias-de-mae, em 18.12.19

Agora que está no 9º ano temos falado sobre as disciplinas que ele gosta mais, de forma a escolher área para o 10 º ano. O que ele diz é que gostava de seguir com história e inglês porque são as disciplinas que mais gosta. Aliás, história, é desde a escola primária, aquela disciplina que sempre o apaixonou e despertou atenção. Chegou a ser super fã de Dom Afonso Henriques!

Alguém mencionou sobre uma pessoa que seguiu a área de história e que agora é guia em museus e reúne historia e inglês já que por vezes os grupos têm turistas estrangeiros e portugueses. Ele respondeu "sim, é uma hipótese"!

No entanto , há dias ele disse "eu até gostava de ser professor de história, mas depois os miúdos fazem barulho , portam-se mal e não vou saber o que fazer!"

Entretanto, passaram alguns dias e ele em casa volta a dizer "acho que gostava mesmo de ser professor de história" e vai o pai diz "ah, não tens jeito para isso", e eu digo logo " isso aprende-se, não se nasce ensinado"!

Depois a sós com o pai eu disse-lhe, para não o desmotivar, para o deixar ter sonhos, objectivos e para o deixar lutar por eles. Vai ele diz-me logo "sabes que não vamos ter dinheiro para lhe dar esse curso".

É verdade aparentemente e actualmente  não temos, mas eu sonhei anos em ser professora primária, não pude concretizar.   Agora o meu filho diz que gostava de ser professor! Comovi-me. Fiquei emocionada. Na minha altura, nem me ocorreu, nem ninguém me falou da possibilidade de ter um part-time a trabalhar e estudar ao mesmo tempo, porque se isso me tivesse ocorrido, eu tinha ido fazer o meu curso, suponho.

Agora parece que não temos condições para ele ir estudar, mas em 4 anos nunca se sabe. Se não fosse por questões de limitações de saúde eu arranjava outro trabalho. Mas não sabemos o futuro. Pode ser que coisas boas venham a caminho.

Ele até nem vai ter grande nota a historia neste período, não é  por não saber a matéria, mas porque não consegue, explicar por escrito as coisas, as situações, porque a falar ele sabe bem a matéria. Sabe até mais, porque pesquisa vídeos sobre as guerras mundiais, sobre os países envolvidos, enfim. Mas a seu tempo ele vai aprender.

O importante é ele ter este  gosto. Como mãe, fico feliz por ele! Ele vibra com história, situações do passado, apesar de ao mesmo tempo, gostar de novas tecnologias.

Andou tanto tempo sem saber o que queria ser, na primária quis ser veterinário, depois só queria ser youtuber...agora parece  estar no bom caminho para  uma decisão!

O que  mais lhe desejo é que ele seja feliz na profissão que escolher e que ao mesmo tempo seja  recompensado  por isso! Porque o dinheiro também faz falta, para ter uma vida sem sobressaltos. Que seja feliz!

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Há fases da adolescência, tramadas...

por paranoias-de-mae, em 16.10.19

Aos 14 anos, o rapaz continua a ser esquecido, desatento...despassarado!

Não só na escola, nos estudo, nos recados que devia assimilar, como em casa.

No outro dia, eu ia sair, disse-lhe  onde ia, o que ia fazer, e reforcei para ele transmitir ao pai, quando este chegasse. O pai chega pergunta por mim, e ele primeiro disse que eu tinha ido a um lugar que nada tinha a ver, e, depois disse que não se lembrava onde eu tinha ido.

Já perguntei a uma professora se ele teria deficit de atenção. Disse-me logo que não, porque quem tem, não está quieto nas aulas, faz barulho, distrai os outros  e ele era dos mais sossegados da turma. Segundo ela, ele tem é excesso de atenção no que está a fazer no momento e por isso não presta atenção do que se passa à sua volta. E o que ele está a fazer? Está nas tecnologias, nos jogos, nos chats de conversa!

Da última vez que saí, disse para ele repetir onde tinha ido. Não sei se resultou, porque não foi preciso ele passar o recado, mas parece-me uma boa estratégia!

É por estas e por outras, que eu estou sempre preocupada! Esta falta de maturidade, de foco, de responsabilidade. Usa o "esqueci-me", como se fosse normal, tanto esquecimento!

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O dia mágico está a chegar!

por paranoias-de-mae, em 10.09.19

Para mim o dia do inicio do ano letivo é mágico, pois, por aqui, nesse dia alunos e encarregados de educação (no meu caso mãe e filho) sentam-se lado a lado na sala de aula, para receber os horários e ouvirem a diretora de turma.

Estar na escola ao lado dele é uma grande emoção, situação que só acontece mesmo nesse dia, pois nas restantes reuniões com os encarregados de educação, os alunos não estão presentes!

Por isso, o dia mágico está a chegar!

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Tenho de mudar a minha atitude

por paranoias-de-mae, em 15.04.19

O meu filho já foi sozinho a vários aniversário, como também, já estiveram no aniversario dele, alguns amigos. Normalmente os aniversários eram nas casa dos amigos ou iam com os pais a algum lugar, tipo pizzarias ou Macdonald's.

 

Desta vez era num restaurante, mas só estariam os miúdos, sem os adultos. Ao escolher o prato, esquisitinho como ele é, escolheu carne. O problema era cortar a carne. Não conseguia e ao principio sentiu-se mal e atrapalhado.  Como (erradamente) sou sempre eu que lhe corto tudo, ele estava com muita dificuldade em cortar. Já aqui disse que ele é meio canhoto para algumas coisas.

 

No entanto, não era o único, e como viu os colegas comerem com as mãos, resolveu segui-los!

 

E eu percebi, que esta super proteção que exerço sobre ele, o prejudica. Este episódio, foi um alerta para mim. Decidi que já não vou preparar o prato, mas sim ensiná-lo como fazer!

 

Também tenho de o cativar a fazer algumas coisas na cozinha...em mais pequeno ele adorava ajudar e aprender.

 

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Quando vejo o desinteresse dele pela escola

por paranoias-de-mae, em 07.03.19

Nós mães estamos sempre a cuidar, a proteger, a fazer de tudo para que sejam felizes, mas há uma coisa que me tem feito pensar, se estarei a ser correta. Refiro-me aos estudos, e à escola. Sou eu sempre a dizer "vai estudar", "vai fazer os TPC's", a perguntar se falta material, a ir à mochila ver se está tudo ok.

 

Ontem eu fui trabalhar, mas antes, dei-me ao trabalho de lhe arranjar uns Powerpoints que tinham a matéria para ele se preparar  para o teste, disse-lhe para estudar.

 

Quando chego do trabalho, pergunto se o estudo correu bem, se tinha estudado e a resposta foi "ah esqueci-me"! Era a véspera do teste e nem na antevéspera estudou. Não foi por ser carnaval, apenas esteve ocupado com os jogos.

 

Sobrou para mim, lá estive eu a batalhar nos estudos com ele, mas ele estava sempre a distrair-se. Cansei-me, disse-lhe "se achas que estás preparado paro o teste, ótimo, chega por hoje, vai arrumar os livros e preparar a mochila"!

 

Já pensei que o melhor é deixar que ele reprove um ano, para ver se desperta e se ganha alguma maturidade e responsabilidade. Fico triste com o desinteresse dele pela escola, queria que ele percebesse que tem de estudar para ter um futuro melhor. Tem fases que entende e até anda atinadinho, mas há outras que parece que se está nas tintas para escola!

 

Se eu não estiver sempre em cima, sempre a cuidar a pressionar, ele espalha-se nos testes, nos trabalhos. Queria que fosse ele a preocupar-se com as notas, com os estudos!

 

São as malditas tecnologias! Só que elas também fazem falta para outras coisas, não posso cortar com elas, mas também começo a detestá-las, cada vez mais!

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Coração de mãe sempre em alerta

por paranoias-de-mae, em 22.02.19

Cá estou eu com mais um stresse. Parece que quando se ultrapassa um obstáculo, surge logo outro a seguir.

 

Há dias disseram na escola que anda uma carrinha quando saem das aulas, a oferecer boleia para fins de rapto. Parece que numa localidade a uns quilómetros daqui já foi feita essa tentativa.

 

Depois vejo no facebook, uma miúda de 13 anos que desapareceu à saída da escola. De seguida vejo um aviso onde colocam uma criança pequena a chorar com endereço da morada dela, nas localidade e depois remete para situações de rapto.

 

Ora assim, sendo eu já stressada, as minhas preocupações aumentam. Custa-me estar no trabalho, sem poder saber logo, se ele já está em casa e se correu tudo bem.

 

Tenho de contar a dita "escola segura" da GNR ou da PSP, e pedir que façam rusgas no caminho dos estudantes, desde a escola até casa, embora existam vários caminhos de carro conseguem visualizar se está tudo bem!

 

Coração de mãe está sempre apertadinho!

Escola-Segura-da-PSP-realiza-ações-de-informaç

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Desde que ele é pequenino, que tenho o hábito de o ir aconchegar os lençóis e o edredão ,  para ele ficar mais quentinho, e depois ainda encosto o meu ouvido a ele, a ver se está a respirar...

 

Não sei até que idade o farei, se calhar até ele ter uns 18/20 anos!

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