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Criei este blog para partilhar as preocupações que tenho com o meu filho (a partir dos 6 anos), para receber conselhos, para desabafar, e para ver se sou mesmo a única a ser paranóica, ou se não estou assim tão sozinha! Sou mãe galinha e mãe leoa!
Habituados a ver no cinema como é a universidade, a parte das festas, das borgas e ao mesmo tempo o esforço nos estudos, o típico "queimar as pestanas a estudar", e depois entrarmos no filme de verdade.
A parte das festas ele não tem feito questão de ir, e o grupinho dele também não, por enquanto. Acho que terá tempo para desfrutar desses momentos!
Na fase dos estudos, que vamos agora entrar haverá testes , exames, estudos e trabalhos. Acho-o demasiado relaxado com tudo isto. Não sei se isso é bom ou mau. Quando lhe pergunto se está a estudar, se não tem trabalhos para fazer, ele sempre diz, que está tudo controlado! Mas eu ainda não vi a estudar afincadamente, como eu acho que seria suposto e necessário.
Vamos esperar por esta primeira avaliação para compreender se estou errada e se é mesmo assim, porque eu achava que na universidade eles tínhamos de estudar muito!

Aconteceu que o meu rapaz tal como o seu melhor amigo ficarem sem grupo, e como cada grupo tinha de ter pelo menos 4 elementos, cada um deles foi para os dois grupos de três elementos que já existiam.
O meu rapaz ficou num grupo onde os outros elementos não têm muita afinidade com ele. E no lugar de ser ele a perguntar aos outros quando e onde se iam juntar, resolveu aguardar que fossem eles a contactá-lo. Não foi por falta de aviso da minha parte. Acontece que houve um elemento que resolveu fazer o trabalho, e quando o meu rapaz finalmente foi perguntar, a resposta que teve foi que o trabalho estava feito, e que lhe enviava para ver e se quisesse acrescentar alguma coisa.
Já viu o trabalho e lá acrescentou qualquer coisa, mas pouco. Ele não quis mudar nada, porque tinha receio de depois o outro o achar ingrato, mas também não queria deixar de acrescentar algo e depois o outro achar que ele se “encostou” para ter boa nota ás custas dele. É complicado!
Eu expliquei-lhe, que não era assim que se fazia um trabalho de grupo. O obetivo de um trabalho de grupo é fazer com que os seus elementos, planem em conjunto as várias etapas do trabalho, dividindo tarefas, organizando pensamentos, debatendo ideias, conseguindo aceitar e respeitar as ideias de cada um (para que a ideia da maioria fosse respeitada), onde todos participem, onde convivam socialmente, tudo para um resultado positivo no final.
Concluo que o meu filho errou em não ter perguntado mais cedo quando iam fazer o trabalho, mas o outro rapaz também não tinha que fazer todo o trabalho á sua maneira, sem deixar que os outros elementos também participassem!
Agora, certamente vão lá colocar os nomes dos quatro, a nota, quer seja boa ou má será igual para todos. Mas eu apenas posso dar dicas ao meu filho. Espero que ele tenha aprendido alguma coisa!
Não sei se o facto de ele sempre ter ficado com os amigos mais chegados em outros trabalhos, e de as coisas sempre terem corrido bem, o fez se desleixar aqui.
Será que é bom que sejam eles a escolher com quem ficar, pois ficam com pessoas com carteiristas parecidas, ou se, por vezes, a escolha sendo do professor (ou como neste caso das circunstâncias), “obrigando-os” a estar com pessoas de características diferentes, os faz aprender a lidar com situações mais complicadas e os prepara melhor para o mercado de trabalho!?
![WhatsApp-Image-2018-07-06-at-14.37.24-2[1].jpg WhatsApp-Image-2018-07-06-at-14.37.24-2[1].jpg](https://fotos.web.sapo.io/i/G1918516a/21442366_Kz1TJ.jpeg)
Que diria um psicólogo?
Numa das disciplinas de Educação*, tinham um trabalho de investigação para fazer em grupo. Três rapazes, todos com 11 anos. Disseram-lhes que era para fazer em Power point, mas nunca ninguém, na escola, lhes ensinou a trabalhar com o Power ponit. Os miúdos até aprendem bem as coisas relacionadas com computadores e tecnologias, mas são mais virados para os jogos, julgo eu. Logo aí se depreende, que quem não tivesse alguém que percebesse do assunto e os ajudasse, ficavam desamparados.
Dei umas dicas ao meu filho de como funcionava o Power point. Disse como ele tinha de pesquisar as coisas no Google, disse-lhe para não copiar e colar, mas tirar ideias e colocar palavras dele. Ele captou o essencial. O trabalho consistia em apresentar uma corrente artística do séc XX.
Ajudei, e depois de ver o trabalho, pensei que estava bom.
Contudo não imaginei, porque não foi dito, que era um trabalho muito exigente e tinha exigentes parâmetros de classificação.

Nunca ninguém lhes ensinou a fazer um índice, claro que se eu soubesse que era necessário, ter-lhes-ia ensinado, pois eles nem tinham noção. Se não forem os pais ou na explicação, não é na aula que lhe ensinam, e isso é triste...
Quanto a mim, o trabalho tinha introdução, apesar de não ter lá a palavra. Mas, realmente, não fizeram conclusão.
E a bibliografia/webgrafia, pensam que os miúdos dessas idades e no 6º ano já sabem o que é!? O meu depois de ver o quadro, e sendo puxado a isso por mim, chegou lá. Mas também não imaginei que para um trabalho, supostamente tão simples, e a nível de 6º ano seria necessário incluir, erro meu, talvez.
Valeu a lição pelo que, ao menos ele agora já sabe, e na próxima, pelo menos nestes pontos, já vai estar mais preparado. Aprendeu ás custas dele, da mãe, e não foi a escola que o ensinou...
Será que quando a professora deu o tema para o trabalho, não podia ter logo dado estes parâmetros de avaliação!?
Dizem que a escola serve para ensinar e os pais para educar, não é?
*Educação visual, educação tecnológica, educação física, educação musical